Fulgaz
Me corta as entranhas agora
Me corta Fel sagrado,
Fel desgraçado.
Me corta tornando-o a vida pálida e ambiciosa
Em ávida
Esta que é em muito severina
Que é profunda
Me torna,
Me acomete
Fel...
Me toma.
Me leva aos lugares obscuros deste
Caco de ser
Que se arrasta pelos caminhos fétidos de sombrios
Que tenta ser mas não o é
E nem jamais serás..
Oh Fel, amado e desgraçado Fel...
Olha em meus olhos e enxerga
Enxerga a palidez cálida
De uma vida arrastada..
De uma que poderia ser bela, que foi?
Ou iludida se tornou?
Sim Fel quente
Venha ao encontro de braços frios
Tornar o que não foi.

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