Escritos Insanos e Sadios

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Espelhos do Paraguaçu

Naquela manhã
Um poeta me presenteou
Colocando nela, naquela manhã ...
Meu nome

Recitando entre nossos passos
Versos que o acometiam
Diante do espelho d'água do Paraguaçu

A rostidade do poeta
era tamanha
era tão intensa em sua expressividade

Que o espelho d'água se curvou ... Ao passar o poeta!
O saudou dentre o silêncio
Dentre o único som entoado pelos pássaros.

E o poeta passou...
Passou mas não se foi.
Deixou marcada sua existência
No espelho d'água e
Na minha carne.

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