Espelhos do Paraguaçu
Naquela manhã
Um poeta me presenteou
Colocando nela, naquela manhã ...
Meu nome
Recitando entre nossos passos
Versos que o acometiam
Diante do espelho d'água do Paraguaçu
A rostidade do poeta
era tamanha
era tão intensa em sua expressividade
Que o espelho d'água se curvou ... Ao passar o poeta!
O saudou dentre o silêncio
Dentre o único som entoado pelos pássaros.
E o poeta passou...
Passou mas não se foi.
Deixou marcada sua existência
No espelho d'água e
Na minha carne.

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