Escritos Insanos e Sadios

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sob a toalha

À Fred Igor
Toalha arranhada
pela sua pele
pelo seu corpo
pelo seu suor

Sofreguidão de teu falo
naquele pano felpudo
cheio de nós

De nosso sexo
desesperado
apressado
pelo arrastar das horas

Demarcando o findar
de todas as fantasias
Trancando as portas,
janelas
escadas
caminhos...

Aquela toalha
abraçou seu corpo
Como o corpo de uma fêmea
copulando
Te agarrou e me desafiou -


Pois ela ainda te tem

e eu não mais terei.

1 Comentários:

Blogger Unknown disse...

O poema é muito lindo com um ar de nostalgia e tristeza, são as toalhas que limpa nosso corpo orvalhado por água ou suor de uma noite.

12 de dezembro de 2009 às 15:14  

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