Sob a toalha
À Fred Igor
Toalha arranhadapela sua pele
pelo seu corpo
pelo seu suor
Sofreguidão de teu falo
naquele pano felpudo
cheio de nós
De nosso sexo
desesperado
apressado
pelo arrastar das horas
Demarcando o findar
de todas as fantasias
Trancando as portas,
janelas
escadas
caminhos...
escadas
caminhos...
Aquela toalha
abraçou seu corpo
Como o corpo de uma fêmea
copulando
Te agarrou e me desafiou -
abraçou seu corpo
Como o corpo de uma fêmea
copulando
Te agarrou e me desafiou -
Pois ela ainda te tem
e eu não mais terei.
e eu não mais terei.

1 Comentários:
O poema é muito lindo com um ar de nostalgia e tristeza, são as toalhas que limpa nosso corpo orvalhado por água ou suor de uma noite.
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