Escritos Insanos e Sadios

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Corpóreo

A corporeidade do sentir
é tão abstrato e concreto
Quanto a palavra proferida
Quanto a faca que corta os dois hemisférios do corpo
O olhar nada tem de vazio
Se concretiza na corporeidade de sentir
A violência tão invisivel
A ponto de parecer loucura o grito da dor
Insanidade, futilidade
Cruelmente feliz...feliz por ser para poucos
Ou para muitos depende dos loucos,
da visão dos loucos
Do sorriso ou choro desses, daqueles
De nenhum...
A invisibilidade enfim se torna corpórea.

Sundj.

VENDAVAL

Esse vendaval que me toma
que esquenta meu sangue cálido e cansado
De pensar porque
De querer interromper
O arrobo de meus sentimentos que são na verdade
vendavais que tento conter
Como se quisesse colocá-lo num copo
Sinto-me exagerada quando penso na minha parte que te compõe
Sinto-me injusta pelos pensamentos infames que me acometem
Mas os pensamentos assim como a alma são livres
e assim como os vendavais não os posso conter...
Na verdade acho que não quero.

Sundj