O prazer ezatico do z-ser
Fazer por prazer, não pelo ter
Sentir-se bem com a irresponsabilidade
Inadequada em relações de obrigação
Desprezar os olhares de apreensão
Por não fazer parte do aquário
Por desejar o mar vasto e perigoso
Não se intimidar com as vozes
Aquelas fantasmagóricas que se arrastam pelos cantos
De repartições
As públicas, as privadas?
As repartições do ser fragmentado e dissecado por fins
Empalhados numa ciranda que roda e nunca sai do lugar
Do seu lugar – “De uma cidadão respeitado que ganha quatro mil cruzeiros por mês”
Então, não se desespere,
Não se sinta mal
Antes respire desejosamente sua irresponsabilidade
Que te libertou antes mesmo de você perceber.
