Escritos Insanos e Sadios

sábado, 30 de janeiro de 2010

Folha de Papel

Escreve - Escrevo - Escreveremos
o que?
nessa imensidão de nada
faz aparecer desenhos
feitos de letras
miúdas - grandes
sem tom sobre tom


Escreve - Escrevo - Escreveremos
o que?
lágrimas e sentidos
pinturas sem concordâncias
risos avermelhados
Sons entre linhas

Escreve - Escrevo - Escreveremos
C O R E S
Numa imensidão de nada!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Íris

Ver-te força
Ver-te sangue
Ver-te carne
Dessabor

Ver-te desespero
Ver-te riso
Ver-te loucura

Devaneios
Ver-te ezático
Ver-te jogo
Ver-te possível

Sentidos
Ver-te tolo
Ver-te sábio
Ver-te visto

Invisível
Ver-te fati
Ver-te insólito
Ver-te terra

Tremores

Ver-te-ei vendo visões de si.





Equilíbrio

Sol / Chuva
Tempestade / Brisa

Sem tese e antítese

Calor/ Frescor
Mornidão/ Quentura

Sem maniqueísmos

vidamorte - Equilíbrio - mortevida

Componentes de um todo

Racionalismo a parte
Fragmentador das tantas faces

Eis os elementos postos
Para a continuidade,

Para que se permaneça



Existência.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Prazeres Insensíveis...

A Puta
A Santa - Binômio Moralista

A Mulher
A moça
A caótica - Diversos infinitos componentes
A confusa
A má

O sarcasmo cruel do domúnio
O riso infantil da brincadeira pura
O sexo entre animais
Que se batem, se machucam e se amam sem lógicas definidas

E voltamos nós...

A Mulher - A moça
Se revezam na dança erótica
Irritando um macho de insensibilidade
Tão frágil
Que machuca
A menor ameaça de sentir dor

E a fêmea,
Frágil fêmea
Segue sua dança
Bebendo medo e coragem

Gozando pelo risco
Pela agressividade doce


A Puta,
&
A Santa



Se misturam compondo uma única.