Escritos Insanos e Sadios

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Poesia Inacabada

Descobrindo a poesia nos cantos empoeirados
Inconseqüência das palavras
Soltas e bailantes
Controle:
A poesia não comporta
Espaço:
Intransponível ilimitação
Assim segue esta poesia
Não levada à sério
Torna-se brilhante e gigantesca
Pela simplicidade do brincar
Com ares irreverentes
E até mesmo desacreditada
Essa poesia inacabada
Não se esgota pelo fim das linhas
Mas renasce a cada virada de página...

Sundj

domingo, 14 de junho de 2009

Tantos Outros

Tentei ser um só
Abafei os vários que haviam dentro de mim
Quis ser rocha sedimentada
E me tornei retalho de mim mesma
E esses tantos outros
Gritavam dentro de mim
E ninguém viu, ninguém sentiu.
Mas esses outros
Romperam alguns muros
E o auto-controle de si, anda desabando
Causando falas, vozes fantasmagóricas.
E o meu medo, minhas amarras,
Ainda estremessem por aqui
Mas os tantos outros precisam sair
Ver o coloris para que eu continue viva
Eles, elas, tantos outros
Precisam ver o mesmo céu azul
Precisam respirar esse mar, essa ponte, esses barcos
Precisam experenciar a loucura!
A esquizofrenia que é a vida,
De mundos paralelos, de mundos reais,
De corpos que dançam em cirandas
Então olho pra dentro e canto:
Saiam Tantos Outros,
Saiam e me engrandeçam de beleza e de força!

Sundj

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Saída do Sol

O que herdei: A solidão
O que tentei: A integração
O que alcancei: A desilusão
O que acompanhei: A solidão
O que percebi: O encontro
O que enxerguei: Eu
O que senti: Profundidade
O que voltei: Aproximação
O que levei: Paz
O que entendi: A volta
O que voltei: A ver
Que sem mim o meu mundo pára.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Homenagem ao Velho e o Moço

Só eu posso trilhar minha estrada
Nem os olhares, nem os mal falares, podem...
Eles se estrebucham por não poderem me afetar
Porque minhas escolhas são minhas,
Meus risos, o sol sobre meu rosto na estrada escolhida...
Penso na limitação beirando a mediocridade deles
Ah nem imaginam as belezas que encontro em meu caminho
Mesmo travestida de tristeza, de dores,
São belezas que me ensinam, que me tornam maior.
‘Aceito a condição’ vou indo ao encontro do meu acaso
Das minhas cores jogadas ao vento
Na sabedoria do vento
Vou seguindo meus caminhos abertos
Abrindo os fechados
Tornando-os poesia
Prosa da vida, do tecer diário.
Prosa das minhas cirandas...
Assim sigo minhas andanças!!!

Sundj