Sem Escape
Nossos tempos de Paz
Aprendiz do 'colocar tudo' pra debaixo do tapete
Nossas guerras - os conflitos.
No dia-a-dia esplendoroso agora da tão esperada liberdade
Que durante muito tempo viveu (ou vive)
Sobre o feitiche de uma época de bombardeios.
E agora o que há?
Não ouço mais bombas pelo menos não mais por aqui
Mas vejo corpos mutilados no chão
Sangue sendo cultivado e bebido em lindas taças de cristal.
O sorriso amarelado continua nas bocas
De todos sem escape
A diferença?
Não sei se há...
Sinto que a justificativa do sorrir é diversa
Todos riem
Desepero?! Felicidade?! Cinismo?! [...]
Ambos amarelados
Pelo sangue de todos nós.
Porque de alguma maneira o nosso sangue se esvai
Na mutilação cotidiana de nossa Linda e cínica LIBERDADE.
Sundj
