Escritos Insanos e Sadios

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sem Escape

Nossos tempos de Paz
Aprendiz do 'colocar tudo' pra debaixo do tapete
Nossas guerras - os conflitos.
No dia-a-dia esplendoroso agora da tão esperada liberdade
Que durante muito tempo viveu (ou vive)
Sobre o feitiche de uma época de bombardeios.
E agora o que há?
Não ouço mais bombas pelo menos não mais por aqui
Mas vejo corpos mutilados no chão
Sangue sendo cultivado e bebido em lindas taças de cristal.
O sorriso amarelado continua nas bocas
De todos sem escape
A diferença?
Não sei se há...
Sinto que a justificativa do sorrir é diversa
Todos riem
Desepero?! Felicidade?! Cinismo?! [...]
Ambos amarelados
Pelo sangue de todos nós.
Porque de alguma maneira o nosso sangue se esvai
Na mutilação cotidiana de nossa Linda e cínica LIBERDADE.


Sundj


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Tempestades de Areia

Você gosta de tempestades
Elas estão dentro de mim..
Varrendo toda a areia do meu deserto
As vezes colorindo meu céu
As vezes deixando- o cinzento..
Você diz que nisso há confusão
Eu digo que nisso há paixão
Paixão de viver tudo intensamente
As coerências (se é que elas são)
Os desesperos
Repelindo qualquer vento morno
Sentimento estável
Segurança pálida da existência - Com palidez não há existência
E na existência não há segurança
Há sim vida,
Há sim sobrevida,
Há sim dias após dias que não asseguram outros dias, nem outros corpos
Mas as tempestades estão lá..sim vivas causando redemoinhos
Intensificando os poros
Varrendo tudo para longe ou trazendo tudo para perto...
As tempestades me compõem, compõem você...
Você gosta de tempestades?
Elas estão dentro de mim..