AFECÇÕES
Os afetos cartografam espaços
Que voluptuosamente movimentam os corpos
Em silêncio ou no barulho
Tão tênues que quase não dá pra entender
Mas jamais passam despercebidos pelos desejos
Desejos que delimitam fronteiras
Espacialiadades de afecções
Que fazem sangrar, que fazem gozar
Que fazem rir...
Ou ironizar a tentativa velada de pena
Que transformam sujeitos em objetos sádicos
Retroalimentando a cartografia de desejos de superioridade
De vaidades que fedem e não disfarçam suas intenções.
O outro corpo sangrando, rir do mapa que os afetos circunscrevem
Rir por eles não perceberem, não entenderem nada!!!!
O riso de um autismo cínico que começa agora a compreender
O seu movimento e a desmascarar espacialidades alheias
E ressurgem de cinzas profundas de muito tempo
E deixam o emergir de uma força renovada
Ir ao combate
Um combate de travessuras, de risos, e até de dores que não são mais ressentidas
E assim esse novo corpo, o outro corpo
Baila, ginga em novos ares de dança
Deixando-se entorpecer por desejos que cartografam
Outros mapas, outras fronteiras...
