Escritos Insanos e Sadios

domingo, 26 de abril de 2009

Ser o que se é. Ser o que se sabe [...]

As relações são idas e voltas
Jogo que aprendemos nos jogando na vida
O jogo do não dizer, dizendo
Das amizades e amores que velam conflitos
Que varrem a intenção pra debaixo dos pés
Onde ninguém possa ver
Mas quem consegue a magia do enxergar
E afirma que viu
È excluído das relações de maturidade
É tido na loucura de quem ver tal qual é
E se esse não aprende o jogo do não – dizer
É isolado na gaiola dos não relacionados
Das pessoas – problema
Que dizem ver tudo
Que enxergam demais
Mas e daí?
O que se fazer diante das armadilhas do bem viver?
Se não jogarmos com a danças que temos?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Caos Contraverso

É no meu caos que consigo me enxergar
É nele e com ele consigo ressurgir de cinzas
Tão minhas, tão dos outros
Que circunscrevem no meu corpo imagens, afecções
Que se misturam nesse caos
Esse caos que é averso a organização planejada de nossos dias
Que emerge num discurso de responsabilidade
Que me causa culpa, que me enjoa
E que meu instinto nega, nega com toda a sua força
Não o querendo, não o compreendendo
Ou vendo o ser responsável como um sujeito encaixotado, enlatado e industrializado
Que não me serve
Que me nega, me amedontra e me afasta do meu ser
Então de que me adianta me organizar nesse padrão?
Se não me enxergarei lá?
Se me tornarei invisível?
Pra mim, o meu caos é o meu sentido
È nele, sim, só nele
Que me percebo e ressurjo das cinzas.

Sundj